27 July 2016

London Fog Millefeuilles / Mil Folhas "Nevoeiro de Londres".


Those who follow my instagram account (here and here), know very well that I'm very proud of the lavender bush that I have in my garden.
I love lavender, both, the smell and the flavour and every Summer I'm delighted with its beautiful purple shades and the way it comes back to life. Something else I love, is watching all the busy bees always around it.
This recipe, was marked for this time of the year - when my organic lavender is at its best - since the day I bought the fabulous Aimee Twigger "Love, Aimee x" book. A book that you all know I truly adore and from which, this one is the third recipe I'm making (the other two are here and here).
Aimee calls this recipe the London Fog Millefeuilles as, according to Aimee, the millefeuilles flavours were inspired by a London Fog Latte, which is flavoured with Earl Grey tea. Her favourite kind of tea and mine too I have to add.
Aimee perfumed the millefeuilles with the Earl Grey tea and lavender as she thinks they go really well together and I totally agree with her. It's a delightful combination!
I made these millefeuilles last week, for my husband's birthday and they were a huge success.


Note: I put the pastry cream and the lavender cream inside the same pipping bag, in order to create a mixed swirled effect of colours but I leave you the original recipe.


ingredients (makes 6 millefeuilles):
500g puff pastry (I made my own, recipe here, but you can use shop bought)
method:
Preheat the oven to 200ºC. and line a baking tray with baking paper.
Roll out the pastry to fit the tray and slice into 18 rectangles.
Place another baking tray on top to weigh down the pastry and bake for 20 minutes. Turn the baking tray and bake for another 10 minutes. Set aside and allow to cool.
for the pastry cream:
250ml milk
2 Earl Grey tea bags
2 vanilla pods
3 egg yolks
55g caster sugar
1 1/2 tbsp cornflour
method:
Set a bowl over ice water.
Pour the milk into a saucepan over a low heat. Score the vanilla pods, remove the seeds and add both to the milk, along with the Earl Grey tea bags.
Mix the egg yolks, sugar and cornflour together in another bowl.
Turn up the heat and bring the milk to the boil.
Remove the vanilla pods and tea bags and then whisk the hot milk into the egg mixture.
Pour the mixture back into the pan over a low heat, stirring constantly until it thickens.
Press the mixture through a sieve into the bowl over the ice water.
Cover with clingfilm, touching the surface of the custard so that a skin doesn't form. Allow to cool completely.
Spoon the cool pastry cream into a pipping bag and refrigerate until needed.


for the lavender cream:
200ml double cream
3 tbsp icing sugar
1/2 tsp lavender extract
method:
Whip all the ingredients together to form stiff peaks and spoon it into another pipping bag.
to decorate:
125g icing sugar
Lilac food colouring
6 springs of lavender, washed and dried (mine was still fresh)
method:
Mix the icing sugar with 3 to 4 teaspoons of water to make a thick icing.
Stir in a small amount of the colouring to create a pale lilac colour (I went a bit over the top...).
Separate a little of the icing into another bowl and add a little more food colouring to make a darker lilac.


to assemble:
Pipe lavender cream on top of 6 pastry rectangles.
Add another layer of pastry on top and pipe the pastry cream onto this.
Spread pale lilac icing over the top of 6 pastry rectangles.
Put the darker lilac icing into a pipping bag and pipe lines across each pastry.
Lightly drag a metal or bamboo skewer across the piped lines to feather them.
Decorate with a spring of lavender on top.
Top each of the previous layers of pastry with the final (third) decorated layer of pastry.
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Quem segue a minha conta de instagram, pode ver aqui e aqui, como todos os anos estou orgulhosa do pé de alfazema que tenho no meu jardim.
Eu adoro alfazema. Cheiro e sabor (desde que sem exageros), agradam-me imenso e o que mais me fascina ano após ano, a cada Verão, é ver o meu pé de alfazema ficar florido e a quantidade de abelhas que atrai, faça chuva ou faça Sol e que, super ocupadas, passam o dia de volta das suas flores.
No dia que comprei o livro lindo da Aimee Twigger, o "Love, Aimee x", marquei logo esta receita para ser feita nesta altura do ano. Altura em que sei, a minha alfazema ganha vida e cor!
Sobre o livro já vos falei aqui e aqui e, como sabem, adoro-o de paixão. Esta é a terceira receita que faço do livro e só não as faço todas de seguida, por motivos óbvios... :))...
No livro, a Aimee apelidou esta receita de Mil Folhas "Nevoeiro de Londres".
De acordo com a descrição da Aimee, esta receita foi inspirada num Latte que costumava beber e que adorava e que era perfumado com o seu chá preferido, o Earl Grey (que por sinal também é o meu preferido)...
Achando a Aimee que a combinação é absolutamente fabulosa (o que aviso desde já, concordo plenamente), os mil folhas são perfumados, em diferentes camadas, com o chá Earl Grey e com extracto de alfazema.
Fiz estes mil folhas a semana passada para o aniversário do meu marido e posso assegurar-vos que fizeram furor e sucesso!


Nota: eu pus o creme pasteleiro e as natas no mesmo saco de pasteleiro (um de cada lado do saco), por forma a criar um efeito marmoreado, em vez de fazer uma camada de cada um dos elementos.
Deixo-vos no entanto a receita original e, caso se sintam tentados a experimentar esta maravilha, o método adoptado fica ao vosso critério.


ingredientes (para 6 mil folhas):
500g massa folhada (eu fiz esta, caseira, mas podem usar da de compra)
preparação:
Aquecer o forno a 200ºC e forrar um tabuleiro grande com papel vegetal.
Estender a massa de forma a que caiba no tabuleiro e cortar 18 rectângulos.
Colocar um tabuleiro vazio em cima da massa, para que não cresça monstruosamente e levar ao forno por 20 minutos. Rodar o tabuleiro e cozer por mais 10 minutos.
Retirar do forno e arrefecer os rectângulos de massa sobre uma grelha.
para o creme pasteleiro perfumado com o chá Earl Grey:
250ml leite
2 saquinhos de chá Earl Grey
2 vagens de baunilha
3 gemas de ovo
55g açúcar refinado branco
1 1/2 colheres sopa de Maizena
preparação:
Colocar uma taça vazia, sobre uma taça de água bem gelada e reservar.
Colocar o leite num tacho sobre lume brando.
Abrir as vagens da baunilha ao meio e retirar-lhes as sementes. Adicionar ambas (sementes e vagens) ao leite, assim como os pacotes do chá.
Numa taça à parte, bater as gemas com o açúcar e a Maizena.
Aumentar o lume do leite para o máximo e assim que este levantar fervura, retirar o tacho do lume.
Descartar as vagens da baunilha (que podem lavar e secar e colocar no açucareiro para perfumar o açúcar) e os sacos do chá.
Deitar o leite a ferver em fio sobre a mistura das gemas, mexendo sempre.
Colocar esta mistura de volta no tacho e, sobre lume brando e mexendo sempre, cozinhar até a Maizena estar cozida e a mistura estar espessa.
Passar a mistura por um coador colocado sobre a taça que haviam posto sobre a taça da água gelada.
Tapar a superfície do creme pasteleiro com película aderente, colando a película à superfície do creme pasteleiro, por forma a que não seque e deixar arrefecer completamente.
Depois de frio, colocar a mistura num saco de pasteleiro equipado com um bico a gosto e reservar no frigorífico.
para o creme de alfazema:
200ml natas para bater
3 colheres sopa de açúcar em pó
1/2 colher chá de extracto de alfazema para culinária
preparação:
Bater todos os ingredientes até obter picos ligeiros.
Colocar a mistura num saco de pasteleiro à parte, equipado com um bico semelhante ou igual ao anterior e reservar no frigorífico.
para decorar:
125g açúcar em pó
corante lilás em gel, para culinária
6 flores de alfazema natural, lavada e seca (eu usei a minha, ainda fresca).
method:
Numa taça, misturar o açúcar em pó com 3 ou 4 colheres de chá de água, por forma a obter uma pasta espessa.
Adicionar uma gota mesmo mínima do corante, por forma a criar um icing lilás pálido (o meu corante é potentíssimo e uma gota mínima foi demais e não me deu um resultado pálido e sim intenso, mas eu não desgostei...).
Separar um bocadinho deste icing lilás pálido para uma outra taça e adicionar mais um bocadinho de corante, por forma a criar uma cor mais intensa. Colocar esta cor mais intensa num saquinho de pasteleiro ou numa daquelas garrafinhas plásticas com bico que os Chefs usam para os molhos e que foi o que eu usei.
para montar os mil folhas:
Com a ajuda do saco de pasteleiro, decorar 6 rectângulos de massa folhada com o creme pasteleiro perfumado com o chá.
Sobre outros 6 rectângulos da massa folhada, colocar o creme de alfazema e colocar estes, sobre os rectângulos anteriores (os que foram decorados com o creme de pasteleiro, fincado assim com duas camadas de massa folhada, recheadas com cremes diferentes).
Sobre os 6 rectângulos de massa restantes, espalhar o icing lilás claro ou pálido.
Sobre este icing, desenhar linhas transversais do icing mais colorido e, com a ajuda de um palito ou pau de espetada, arrastar delicadamente o icing no sentido oposto, por forma a dar-lhe o efeito que vêm nas fotos.
Decorar cada um destes rectângulos com uma flor de alfazema e colocá-los sobre as camadas anteriores, ficando assim com 6 mil folhas, cada um com 3 camadas de massa folhada, com os diferentes cremes entre elas, sendo a última a decorada.

Recipe / Receita:

25 July 2016

Peach, nectarine and mozzarella salad / Salada de pêssegos, nectarinas e mozzarella.


This salad, that is an old post that I decided to edit and repost again, is perfect for this time of the year and perfect for Marta's "ingredient of the month" which, for July, is peaches and/or nectarines.
A salad full of colour, contrasting flavours and that is a pleasure to make over and over again and whenever nectarines or peaches are in season.
ingredients (serves 2):
3 ripe nectarines or peaches (the original recipe calls for peaches - I used both), washed, stoned and chopped.
150g mozzarella, torn
handful of basil, roughly torn
sweet chilli sauce, to serve
1 tsp olive oil, to drizzle
salt and freshly ground black pepper, to serve
method:
Put the nectarines or peaches and mozzarella on a large serving plate.
Scatter with the basil, drizzle with chilli sauce and olive oil and season with a little salt and black pepper.


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Uma salada que já aqui havia sido publicada há tempos atrás e que eu decidi reeditar.
Aliás, e por motivos de "limpeza do blog", outros posts antigos serão reeditados quando achar conveniente e chegar a altura certa.
Uma salada magnífica, com cores e sabores contrastantes e absolutamente deliciosos e que eu achei que merecia uma "lavagem" para ir à mesa de Julho dos pêssegos e nectarinas da Marta.


ingredientes (para 2 pessoas):
3 nectarinas ou pêssegos maduros (a receita original pede pêssegos - eu usei ambos), lavadas, descaroçados e cortados em fatias.
150g mozzarella, em pedaços
um punhado de folhas de manjericão
molho sweet chilli, para servir
1 colher chá de azeite, para regar
sal e pimenta preta moída na altura, a gosto
preparação:
Colocar as nectarinas e a mozzarella num prato de serviço.
Polvilhar com as folhas de manjericão.
Regar primeiro com o sweet chilli e depois com o azeite.
Temperar de sal e pimenta e servir.

Recipe / Receita:

22 July 2016

Bacon, nectarines and rocket sandwich / Sanduiche de bacon, nectarinas e rúcula.


Once again I confirm what I always say: "Everything inside or in between slices of bread is food from the Gods" and this sandwich is proof of this theory of mine.
First, when I read the recipe, I thought that the combination could be weird, but as I'm always keen to try different combinations even if they don't sound very classic, I decided to give it a try and after the first bite, I always 100% convinced.
It's a mouthful of saltiness from the bacon, sweetness from the nectarines, freshness from the basil mayonnaise and crunchiness from the toasted bread and from the bacon itself.
Pure Heaven believe me and that's this heavenly suggestion that is the first suggestion that I leave for Marta this month.
As Marta invited us to cook with peaches and/or nectarines this month, I invite Marta and you all, to taste this delicatessen.
ingredients (serves 4):
8 slices thick-cut bacon
1/4 cup packed fresh basil
2 tbsp extra virgin olive oil
1 tsp fresh lemon or lime juice
kosher salt and freshly ground pepper
3 tbsp mayonnaise
8 thick slices multigrain bread
2 peaches, halved, pitted and thinly sliced (I used nectarines)
rocket, for topping
cornichons or other pickles, for serving (optional)
method:
Cook the bacon in a large skillet over medium heat, turning a few times until crisp. Drain over a plate lined with kitchen paper.
While the bacon is cooking, pulse the basil, olive oil, lemon juice, 1/4 tsp salt, and pepper to taste in a mini food processor until smooth. Add the mayonnaise and pulse until just combined.
Toast the bread and spread evenly with the basil mayonnaise.
Divide the nectarines, bacon and rocket among half of the bread slices.
Top with the remaining bread slices and serve with cornichons (if using).

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Esta sugestão vem, uma vez mais, confirmar a minha teoria de que: "Tudo o que é servido entre ou em cima de fatias de pão, é comida dos Deuses"!
Confesso que quando me deparei com esta receita, ao ler a lista de ingredientes, achei a combinação um bocadinho estranha...
Ora, eu que gosto de experimentar combinações improváveis, nem que seja para depois dizer se gosto ou não, claro que fiquei logo curiosa e não descansei enquanto não a testei.
Claro que após a primeira dentada, fiquei logo 100% rendida à combinação!
É um festival para o palato. Salgado, mistura-se com doce, com frescura, com crocante, tudo ao mesmo tempo, numa explosão magnífica de sabores e texturas.
Dentada após dentada de puro prazer, deixo esta explosão de sensações à Marta, como sendo a minha primeira proposta deste mês dos pêssegos e/ou nectarinas!
Entretanto convido, não só a Marta, mas todos vós, a deixarem-se tentar por esta maravilha, pois garanto que vão amar!



ingredientes (para 4 pessoas):
8 fatias de bacon, não muito finas
1/4 cup de folhas de manjericão
2 colheres sopa de azeite extra virgem
1 colher chá de sumo de lima ou limão
flor ou flocos de sal e pimenta preta moída na altura
3 colheres sopa de maionese
8 fatias grossas de pão escuro de sementes, ou outro a gosto
2 pêssegos ou nectarinas, lavados, cortados ao meio, descaroçados e cortados em gomos (meias luas) finos (eu usei nectarinas).
rucula, para servir
cornichons ou outros pickles, para servir (opcional)
preparação:
Numa skillet, frigideira ou grelhador, fritar ou grelhar o bacon, até este estar crocante e estaladiço. Colocar sobre um prato forrado com papel absorvente de cozinha, escorrer e reservar.
No copo de um mini robot de cozinha, colocar o manjericão, o azeite, o sumo do limão, 1/4 colher chá de sal e pimenta preta a gosto. Pulsar, até obter uma mistura macia.
Adicionar a maionese e voltar a pulsar, só até tudo estar bem combinado.
Torrar o pão e barrar as 8 fatias com a mionese de manjericão.
Sobre 4 das fatias de pão, colocar as fatias da nectarina, o bacon e a rucula.
Cobrir com as restantes 4 fatias de pão e servir com cornichons, caso queiram.


Recipe / Receita: Adapted from - Foodnetwork.

20 July 2016

Summer Pudding for the Sweet World Challenge / Pudim de Verão para o Sweet World.


20th of July and it's time for another Sweet World Challenge.
This month and to enjoy all the berries that are in season now, we decided to challenge you to make a British Summer Pudding.
Talking British and Puddings, of course I had to make this fabulous recipe from Regula Ysewijn bible of puddings, her fabulous book "Pride and Pudding" which I previously introduced in this post.
Let's now find out what is a Summer Pudding?
Summer pudding or Summer fruit pudding is a British dessert made of sliced white bread, layered in a deep bowl with fruit and fruit juice.
It is left to soak overnight and turned out onto a plate.
The dessert was most popular from the late 19th to the early 20th century. However, there is no clear record of its origin.
Making summer pudding is much easier if the bread is somewhat stale as this helps the fruit juices soak through the bread, which makes the pudding more pleasant. It is usually served with cream.
The fruits typically used in summer pudding are raspberries, strawberries, blackcurrants, redcurrants, whitecurrants, and blackberries.
According to Regula's book, strawberries are to be avoided as they do not remain pleasant enough to enjoy after a couple of hours or a night of soaking.
Let's make a Summer Pudding then?


As you all know by now, the rules remain the same as always, which means:

  • You have until the 20th of August to make and publish your Summer Pudding. 
  • That same day, 20th of August, Susana will let you know in her blog, the theme for the next challenge.
  • You'll have to leave the link for your participation here, in this post, in order to be featured in the monthly round up that will be published on the 25th of August. 


Summer Pudding

I have to confess that being a berry lover and finding the Summer Pudding a beauty, I never made one. This was the very first time. I always thought that I wouldn't like it. Silly me!!! I so regret that now that I tasted this one.
Leaving in the UK for 10 years already, I waited until now to make this utterly delicious beauty!
The pudding is fairly easy to make. The only important thing you need to have in mind is that you have to use the best quality white bread or else, your pudding will certainly collapse.


ingredients (for a 17cm basin):
650g raspberries
150g blackberries
100g redcurrants, or blueberries or frozen mixed berries
50g raw sugar (demerara)
1 loaf of white plain bread
method:
Lightly grease the pudding basin and line with cling film.
Leave enough clingfilm overhanging the edges of the basin to cover the pudding.
Put the berries in a saucepan with the sugar and heat gently for 2 to 3 minutes or until the juices are running. If using frozen berries, you'll need to stew them a little longer. Let the berries cool in the pan.
Cut a round out of a slice of bread to fit the bottom of the basin.
Cut the remaining bread in 1cm thick slices.
Cut the slices in triangles in order to fit the bowl and remove the crusts.
Line the basin with the bread, making sure there are no gaps, so the filling will stay in.
Spoon the fruit filling into the bread lined basin, reserving as much juice in the pan as you can.
Cover the pudding with another slice or slices of bread and pour over some of the reserved juices, so the bottom is nicely covered. Reserve the remaining juices for serving.
Cover the pudding with the overhanging clingfilm and then place a plate or a lid on it and put a weight on top (a tin of canned tomatoes or canned beans will do).
Refrigerate overnight so the bread can soak up the juices.
When ready to serve, open the clingfilm, place a plate on top of the basin and invert.
Pour over the reserved juices and serve with more fresh berries, vanilla ice cream or whipped cream.
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20 de Julho e lá vamos nós para mais uma edição do nosso Sweet World.
A fim de aproveitar todos os frutos vermelhos da estação, decidimos voltar ao Reino Unido e desafiar-vos a fazer um muito British Summer Pudding.
O que é um Summer Pudding? Perguntam vocês?
Basicamente, o Summer Pudding, é um dos típicos pudins britânicos que é feito com pão branco (não usem pães integrais nem alternativos) e frutos vermelhos.
O pudim é montado, tradicionalmente, num destes recipientes mas, caso não tenham, podem usar um pirex, ou até mesmo uma forma de bolo sem buraco.
O pudim é montado e depois repousa no frigorífico de um dia para o outro, sendo depois desenformado e servido em fatias grossas, acompanhadas, tradicionalmente, por natas espessas ou natas batidas.
Esta sobremesa tornou-se muito popular nos finais do Século XIX, princípios do Século XX, não havendo no entanto, registos muito claros sobre a sua origem.
De acordo com o livro da Regula, o pudim era muito popular nas instancias balneares da altura e era muito apreciado pelas senhoras que se preocupavam com a dieta, pois o facto de ser feito com fatias de pão em vez de massa quebrada ou outro tipo de massa, fazia com que as senhoras achassem que seria uma opção mais saudável.
É um pudim que deve ser feito com pão que não seja muito fresco, pois ser estiver um bocadinho endurecido, torna a tarefa de forrar a forma mais fácil e o pudim mais saboroso.
A fruta usada tradicionalmente na confecção deste pudim são as framboesas, os mirtilos, as amoras e groselhas brancas, vermelhas e pretas.
Há quem use morangos mas, segundo a Regula, os morangos não ficam com um sabor muito agradável na mistura e são de evitar, podendo no entanto, ser utilizados no final, para decoração.
Basicamente esta foi a informação que encontrei e, como nunca tinha feito um Summer Pudding, abracei mais este desafio.
Então? Fazemos um Summer Pudding?


As regras, como sabem, são sempre as mesmas, ou seja:
  • Têm até ao dia 20 de Agosto para fazer e publicar o vosso Summer Pudding. 
  • Nesse mesmo dia, 20 de Agosto, será apresentado, no blogue da Susana, o tema para a próxima edição do Sweet World. 
  • Têm mesmo de deixar o link da vossa publicação aqui, neste post, para que possam fazer parte do Round up mensal, que aqui será apresentado no dia 25 de Agosto. 
Summer Pudding


Confesso que, vivendo eu há 10 anos no Reino Unido, nunca fiz Bread and Butter Pudding e este, o Summer Pudding, foi a primeira vez que o fiz.
Achava-o lindo e embora seja louca por frutos vermelhos, achava que não iria gostar do Pudim...
Que tontice!!! É tão maravilhoso e foi uma surpresa tão deliciosamente agradável e apaixonante, que vai ser feito sempre que possível e os ditos frutos estiverem na época.
Posso garantir-vos que fiquei absolutamente fã e ainda nem era meio dia e já a fatia que vêm nas fotos estava a ser devorada, lol.
Este é, de facto, um pudim que não tem muita ciência e é fácil de fazer.
Com uma lista mínima de ingredientes e técnicas, o único factor a que deverão dar a máxima atenção é à qualidade do pão.
Não usem pão de forma pre fatiado, pois correm o risco de ver o vosso pudim desmoronar quando o desenformarem.
Ora, sendo o tema pudim britânico, claro que recorri à mais recente bíblia sobre o assunto, o livro Pride and Pudding da Regula Ysewijn, o qual já aqui vos apresentei.


ingredientes (para um recipiente de 17cm de diâmetro):
650g framboesas
150g amoras
100g groselhas variadas, mirtilos, ou uma mistura de frutos vermelhos congelados (eu só usei frutos frescos).
50g açúcar demerara
1 pão de forma (a quantidade, dependerá do tamanho do recipiente que usarem)
preparação:
Untar ligeiramente a forma e forrá-la com película aderente, deixando uma quantidade de película para depois taparem o pudim.
Colocar a fruta num tacho com o açúcar e aquecer em lume brando por 2 ou 3 minutos, ou até a fruta começar a libertar o sumo. Atenção que se utilizarem fruta congelada, precisarão de mais tempo ao lume. Deixar a fruta e o sumo arrefecer no tacho.
Entretanto, cortar um círculo de uma fatia de pão do tamanho do fundo da forma.
Cortar o restante pão em fatias de 1cm de espesura e retirar-lhes as crostas. Só se usa o miolo nesta receita.
Cortar as fatias de pão em triângulos, para que seja mais fácil moldá-las à volta da forma.
Colocar o círculo de pão no fundo da forma e forrar as laterais com os triângulos, por forma a que não fique nenhum espaço vazio. Convém que a forma fique bem forrada com o pão, para que o recheio não escape.
Colocar o recheio dentro da forma forrada com o pão evitando locar muito sumo dentro da forma. Reservar o sumo que ficar no tacho.
Cobrir a superfície toda com mais fatias de pão e regar com um pouco do sumo que ficou no tacho, reservando o restante para o momento de servir.
Cobrir o pudim com a película aderente, colocar um prato vazio em cima do pudim e, em cima deste, colocar um peso (pode ser uma lata de tomates ou leguminosas), por forma a que o pudim fique prensado.
Levar ao frigorífico e refrigerar de um dia para o outro, para que o pão absorva o molho da fruta e fique tingido de vermelho.
No momento de servir, retirar o peso e o prato, abrir a película aderente e colocar um prato de serviço em cima da forma.
Inverter o pudim sobre o prato de serviço e rezar para que não se desmanche todo (lol).
Regar com o sumo reservado e servir em fatias grossas, acompanhadas de mais frutos vermelhos frescos e gelado de baunilha ou natas batidas ou espessas.

Recipe / Receita:

18 July 2016

Coconut curried chickpeas with wilted spinach / Caril de Grão de bico com leite de coco e espinafres.


A perfect meal for a "meatless Monday"!!
I made this curry for Saturday lunch and I don't have to tell you how simple an delicious it is!!
As I told you already a thousand times, I love cooking from Emilie Raffa "The Clever Cookbook" and, I promise, I'm not going to repeat myself.
Just check here, all the recipes that I already cooked from this book and it will be easy for you to conclude by yourselves, how fabulous and easy to make, Emilie's suggestions are.
As I wrote above, this was our lunch last Saturday and although the poached egg was not part of Emilie's recipe, I decided to serve the curry with a poached egg on top as, I think, an egg, specially if it's perfectly poached, makes everything better...


ingredients for the curry (serves 4):
30ml olive oil
160g diced onion
1 clove of garlic, grated
2 tsp curry powder
1 can (414ml) coconut milk
328g cooked chickpeas, rinsed and drained
sea salt and freshly ground black pepper
2 to 3 large handfuls of baby spinach leaves
juice of 1/2 lemon
whole grains, to serve (optional) - (I served with the poached egg on top and nothing else)
method:
Warm the olive oil in a large cast iron skillet.
Add the onion and cook for 3 to 5 minutes or until softened.
Add the garlic and cook, stirring, for 30 seconds, or until fragrant.
Add the curry powder and cook for a further 30 seconds in order to toast the spices. If it looks to dry, add a splash of water.
Add the coconut milk and the chickpeas and simmer gently for 10 minutes, uncovered and stirring occasionally.
Season with salt and freshly ground black pepper to taste.
Add the spinach, one handful at a time. The heat from the coconut sauce will gently wilt the leaves.
Stir in the lemon juice and serve the curry in shallow bowls with your choice of whole grains (if desired).
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Deixo-vos hoje, e porque é Segunda-feira, mais uma refeição perfeita para uma "meatless Monday" - "Segunda-feira sem carne"!
Fiz esta receita para o almoço de Sábado passado e acho que não tenho de vos dizer o quão simples é de preparar e o quão deliciosa é, em termos de sabor.
Como já vos dise um "milhão" de vezes e não me vou repetir, adoro a simplicidade das receitas da Emilie Raffa e do seu livro, o "The Clever Cookbook".
Neste post, podem ver o resumo de todas as receitas que já fiz deste livro e que, em comum, têm sempre o facto de serem absolutamente deliciosas e de uma facilidade incrível de execução.
Tal como escrevi acima, este foi o nosso almoço de Sábado e, embora o ovo escalfado não fizesse parte da receita original, este foi a minha adição pessoal à receita, pois acho e acredito piamente que, um ovo, especialmente se for PERFEITAMENTE escalfado, torna tudo muito mais saboroso e neste caso...,
foi uma excelente adição pessoal e mais uma vez comprovei a minha teoria!


ingredientes para o caril (para 4 pessoas):
30ml azeite
160g cebola, picada
1 dente de alho, esmagado
2 colheres chá de pó de caril
1 lata (cerca de 414ml) de leite de coco
328g grão enlatado cozido (eu usei duas latas pequenas), escorrido e passado por água
sal e pimenta preta moída na altura, a gosto
2 a 3 bons punhados de folhas de espinafres
sumo de 1/2 limão
arroz ou outro carbo hidrato a gosto, para acompanhar - opcional -  (eu servi simplesmente com o ovo escalfado em cima).
preparação:
Aquecer o azeite num tacho ou frigideira de ferro ou fundo espesso.
Adicionar a cebola picada e cozinhar por 3 a 5 minutos, ou até esta estar macia.
Adicionar o alho esmagado e cozinhar por 30 segundos - mexendo sempre - ou até este estar aromático.
Adicionar o pó de caril e, mexendo sempre, cozinhar por mais 30 segundos. Caso ache a mistura muito seca, adicionar um bocadinho de água (eu não necessitei).
Adicionar o leite de coco e o grão cozido e cozinhar delicadamente, sem tampa e mexendo de vez em quando, por cerca de 10 minutos.
Temperar de sal e pimenta preta a gosto.
Desligar o lume e adicionar os espinafres, um pequeno punhado de cada vez, pois o calor do molho será suficiente para os murchar, ficando os mesmos, de acordo com as pequenas adições, com diferentes texturas.
Adicionar o sumo do limão e mexer.
Servir o caril simples, em pratos fundos, ou acompanhado com arroz cozido, ou outro acompanhamento à escolha.

Recipe / Receita:

15 July 2016

Simmone Logue Cornish Pasties / Pasteis de Cornwall da Simmone Logue.


Known and loved throughout Great Britain and Ireland, Cornish Pasties got its name after Cornwall. Arguments abound to the origins of Cornish Pasties with neighbouring Devon claiming to the origins of the pasty.
Whatever the origins, a Cornish Pasty recipe is delicious, easy and fairly quick to make.
It is generally believed that the pasty evolved for Cornish tin miners, who, unable to return to the surface at lunchtime had a hearty, easy to hold and eat, lunch dish.
With their hands often dirty from a mornings work, the pasty could be held by the thick pastry crust without contaminating the contents. The thick crust also acted as an insulator, keeping the contents warm for several hours.
Pasties were often also made with a meat filling at one end and a sweet filling of fruit or jam at the other - a complete meal in one!
While there are no set ingredients of the Cornish pasty, traditional recipes will always use minced or diced steak, onion and potato wrapped in shortcrust pastry.
Variations include the addition of swede or carrots, even peas but a Cornishman will tell you these are not the genuine article (font).
This specific recipe is from Simmone Logue beautiful book "In the kitchen" (you can read more about the book here, here and here) and it's her take on one of her childhood memories.
Although its not the original Cornish Pasty, it's absolutely divine and a pleasure to nibble on.


ingredients (makes about 20):
2 tbsp olive oil
1 onion, diced
1 carrot, finely diced
2 fresh bay leaves
1 tbsp tomato paste
250g minced beef
1 tbsp cornflour
1 tbsp Worcestershire sauce
2 tsp sea salt
1/4 tsp ground white pepper
4 tbsp chopped parsley
500g potatoes, peeled, cut into 1cm dice, then cooked until tender
1kg rough puff pastry (I made this recipe)
1 egg, beaten with 60ml milk
tomato relish, to serve
method:
Preheat the oven to 180ºC and line 2 large baking trays with baking paper.
Heat the olive oil in a large heavy based saucepan.
Add the onion, carrots and bay leaves and cook over medium heat for 10 minutes, or until softened.
Stir in the tomato paste and cook for 3 minutes.
Add the beef, breaking it up with a wooden spoon and cook for 10 minutes, or until the beef is browned and cooked through.
Mix the cornflour with 125ml of water and then add to the beef mixture.
Stir in the Worcestershire sauce, salt, pepper, half of the parsley and the potatoes. Set aside to cool.
On a lightly floured surface, roll out the pastry to 5mm thick.
Use a 14cm pastry cutter (mine has 11cm) and cut out 20 pastry rounds. Refrigerate or freeze the remaining pastry to use later.
Place a couple of heaped tablespoons (about 50g) of the beef mixture in the middle of each round.
Brush the egg wash around the outside edge of the pastry. Fold the pastry over the mixture, to make a pillow shape, then press the pastry edges together with a fork.
Brush the pasties with more egg yolk and sprinkle with the remaining parsley.
Place on the baking trays and bake for 12 to 15 minutes. or until the pastry is lovely and golden.
Serve warm or cold, with a dollop of tomato relish.
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Muito, conhecidas e amadas em todo o Reino Unido e Irlanda, as Cornish Pasties, devem o nome à região de Cornwall.
Ainda hoje se argumenta sobre a sua origem, sendo esta também reclamada na região vizinha de Devon.
Origens à parte, estes pasteis, salgados, são absolutamente deliciosos, fáceis e relativamente rápidos de preparar.
Diz-se que estes pasteis foram inventados a pensar nos mineiros de Cornwall que, não podendo vir à superfície para almoçar, esta seria uma forma de terem um almoço completo, substancial, fácil de transportar e com todos os ingredientes de que necessitariam.
Consta também que o formato original dos pasteis e a sua camada de massa espessa, facilitaria a vida aos mineiros, no sentido em que, sendo fáceis de segurar, especialmente pelas mãos sujas do trabalho matinal, os mineiros os segurariam facilmente, não contaminando assim o seu interior.
Outra das versões acerca da camada espessa de massa, é a de que sendo espessa, esta protegeria o recheio e o manteria quente por várias horas.
Diz-se também que, na altura, foram criadas versões duplas destes pasteis, sendo que, de um dos extremos e até ao meio, o recheio seria salgado e do meio ao extremo oposto, o recheio seria doce (fruta ou doce), proporcionando assim aos mineiros, uma refeição completa - prato principal  e sobremesa.
As receitas tradicionais apontam para um recheio à base de carne picada ou desfiada, cebola e batata, envolto em massa quebrada.
Variações desta receita, incluem a adição de nabo ou cenouras e até ervilhas, sendo que, os mineiros não consideram esta versão como sendo a original e genuína (informação recolhida aqui).


A informação atrás citada é a que remete para os originais pasteis de Cornwall.
A receita que hoje vos deixo, diferente, pois leva massa folhada em vez de massa quebrada, não sendo a original, é absolutamente deliciosa e (opinião minha), mais fácil de comer, pois não se torna tão "massuda" como a original (que eu já provei várias vezes e é uma delícia enquanto quente, mas depois de frio já não tem tanta piada).
Esta sugestão da Simmone Logue, é uma adaptação, de uma das suas memórias de infância e dos tempos em que, de férias e à beira mar, comia estes pasteis.
A receita é do seu livro lindo, o "In the kitchen" (do qual já publiquei receitas aquiaqui e aqui).


ingredientes (para cerca de 20 pasteis):
2 colheres sopa de azeite
1 cebola, picada
1 cenoura, cortada em cubos pequeninos
2 folhas de louro (frescas)
1 colher sopa de concentrado de tomate
250g carne picada (bovino)
1 colher sopa de Maizena
1 colher sopa de Worcestershire sauce (molho inglês)
2 colheres chá de sal
1/4 colher chá de pimenta branca em pó
4 colheres sopa de salsa picada
500g batatas, descascadas, cortadas em cubos de 1cm, cozidas e escorridas
1kg massa folhada rápida (eu fiz esta receita)
1 ovo, batido com 60ml leite
relish de tomate, para acompanhar
preparação:
Aquecer o forno a 180ºC e forrar 2 tabuleiros grandes com papel vegetal.
Aquecer o azeite num tacho de fundo espesso.
Adicionar a ebola, as cenouras e o louro e cozinhar por cerca de 10 minutos, ou até os vegetais estarem macios.
Adicionar o concentrado de tomate, mexer e cozinhar por 3 minutos.
Adicionar a carne, separando-a com a colher de pau e cozinhar por 10 minutos, ou até esta estar macia e cozida.
Numa taça, desfazer a Maizena com 125ml de água e adicionar esta mistura á mistura da carne, mexendo tudo muito bem.
Adicionar o molho inglês (Worcestershire sauce), o sal, a pimenta, metade da salsa picada e as batatas e envolver tudo muito bem. Reservar e deixar arrefecer.
Entretanto, estender a massa sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada, até obter uma espessura de cerca de 5mm.
Usando um cortador com 14cm de diâmetro (o meu só tinha 11cm), cortar 20 círculos de massa (guardar a massa que sobrar no frigorífico ou congelá-la, para outras utilizações).
Colocar cerca de 50g do recheio no centro de cada círculo de massa.
Pincelar os bordos da massa com o ovo batido e dobrar a massa sobre o recheio (tipo um rissol), prensando os bordos com um garfo, por forma a que o recheio fique bem protegido e a massa fique bem unida.
Colocar os pasteis nos tabuleiros preparados, pincelar as suas superfícies com o ovo batido e polvilhá-los com a restante salsa picada.
Colocar os tabuleiros no forno e cozer os pasteis por 12 a 15 minutos, ou até estes estarem bem douradinhos (os meus demoraram cerca de 20 minutos).
Servir os pasteis quentes ou frios, acompanhados pelo relish de tomate.

Recipe / Receita: